[gnt]
"(...)Começa o mundo enfim pela ignorância
e tem qualquer dos bens por natureza;
a firmeza somente na inconstância."- Gregório de Matos
[shoptime]
chá da valentina._NEW
davis._NEW
etcetceetc.
tati.
lils_NEWST.
tiu fiu_NEWST.
uil. - a verdade é uma versão.
FNDC
FENAJ
the strokes.
Portal 3.
+Queridos Amigos+
+A Usurpadora Brasilsilsil+
he knows its gonna last forever.
[the history channel]
[grammy]
H2M
Quinta-feira, Outubro 23, 2008;
A mudança
Eu nunca fui fã de trocar de domínio a todo instante,
e sempre tive orgulho de carregar o blogger.com.br (principalmente por saber mexer nele. e não precisar pagar nada!!).
Mas a necessidade de ter um blog mais padrão, sem muitas frescuras,
e até pelo dever humano de se desprender do passado e alçar novos horizontes
fez-me crer que os cinco anos de história de diário no nex.blogger param por aqui.
Lembro de tudo. Sorrio e me angustio.
É bom reler.
A partir de hoje, eu estou no
http://vanessabotega.wordpress.com/
http://vanessabotega.wordpress.com/
http://vanessabotega.wordpress.com/
http://vanessabotega.wordpress.com/
http://vanessabotega.wordpress.com/
http://vanessabotega.wordpress.com/
http://vanessabotega.wordpress.com/
fín.
nessa
6:51 PM
|
Domingo, Julho 06, 2008;
A (im)previsibilidade
- Ontem eu senti um desespero enorme.
- Por quê?
- Por aquilo que já vivi e por aquilo que ainda está por vir. Saudades daquilo que ainda não vivi.
Lá estava Pâmela, aquela dos cabelos castanho-avermelhados, lisos e curtos até o pescoço, frutos de um costume conservador dos seus costumes, já que era um cabelo que fugia do corte das mulheres ordinárias de sua região. A dos olhos, grandes e precisos, e traços finos no rosto. Ela movia os braços, pernas e olhos de bolita com extrema delicadeza e despudor em formato simultâneo. Naquela cadeira, naquela mesa, naquele bar, naquela luz baixa – feito ave de fogo. Alucinada.
- Sou expressionista. Expressionei-me de mais com os sentidos de cada dia. Um saudosismo todo que não me corrompe, mas me faz sorrir sozinha por lembrar dos sentidos sentidos.
- E o desespero, para quê?
- Porque sei que vou ter saudades daquilo que ainda não vivi!
- Como, diabos?
- O futuro é um tiro no escuro. E nunca achei que poderia me sentir finalmente com a arma na mão.
- Por exemplo?
- Vou me casar.
- O quê??
- De vestido vermelho.
- O quê??????
- Olha a minha cara de louca inconseqüente.
- Eu não acredito.
- Mas eu vou. Não precisa nem ser no cartório. Mas eu vou. E vou ter uma vida. Vou receber meu dinheiro. Vou gastar ele. Vou passar fome e comprar queijo emmenthal. Vou limpar a casa, cuidar do gato, receber mimos e tapas. Vou sair pra pegar sol, vou dormir e ficar 49 horas sem comer. Vou rebolar até o chão pra ele, vou me acabar com o rock’n’roll e com ele. Vou trabalhar, me estressar, e terminar a noite com janta pronta, e fazendo sexo com o meu marido. E vai ser tudo uma grande loucura. Nada estável, nada normal. Eu não quero isso. Quero explodir de sentidos. E aí, no final, degustar a saudade na boca por ter sentido e ter vivido – e comparar a vinho tinto e seco.
- Agora?
- Sem pensar muito. Porque minhas pernas tremem de tanto pavor.
- Parece tão decidida.
- Eu sou decidida. Mas achei que as decisões demorariam a chegar. Se fossem chegar. Mas chegaram. E independente de qualquer medo, eu quero.
Lá estava Diego. Que não apareceu em conto algum. Que mora com os pais e faz faculdade perto de casa. Que é bonito, mas são poucos os que sabem. Só a namorada, no momento. Que tem planos, sim, de sair de casa e de viver outros ares, como todo mundo geralmente têm. Só ainda não fez isso porque não encontrou estabilidade plena para fazer. E quando encontrar, vai levar a namorada aos poucos; vão ter mais um relacionamento longo, vão se entediar logo, mas por conveniência/convivência permanecerão juntos, até o fim, para se garantir. Que vai noivar, e quando estiverem plenamente estáveis de novo, vão casar. Que vai, bem devagar, trabalhar no seu ramo até atingir sua meta profissional – e vai atingir. Que vai ver a mulher lavar a louça, a roupa, a casa, trabalhar e procurar atingir sua meta profissional – e vai ver ela atingir. Que provavelmente vai ter filhos, e vai ensinar eles a serem estáveis, e previsíveis, em prol da segurança. Que vai envelhecer com a mulher, todo dia à noite, sentado no sofá, satisfeito pela vida completa que tem. Uma conformação? Uma conformidade? Uma certeza, para respirar aliviado.
Diego escutava Pâmela Alucinada. O que essa insegura queria dizer com sexo toda noite com o marido?
"Raised in Carolina, she says:
" I'm not like that"
Trying to remind her
When we go back"
The Strokes - Hard To Explain
nessa
1:21 AM
|
Sexta-feira, Maio 30, 2008;
O Refresh
(para os jornalistas acadêmicos (ou) desinformados do seu próprio cotidiano - e comentários)
As coisas acontecem de forma extraordinariamente rápida quando eu passo um tempo sem postar. Do futebol à Câmara, ocorreu de tudo e para todos. O que totalmente não é ruim, já que assunto não falta. O problema é o acúmulo deles. E a falta de inspiração, tempo e organização da minha parte.
Mas vamos aos fatos!
- Isabella não só virou novela, como resolveu abrir afluentes. O papo agora não é quem matou Isabella, e sim quem se ofende mais: os peritas ou a defesa do tal do casal. No mês passado, eu ainda citei indiretamente a possibilidade da menina ter caído com um saco na cabeça, em função da aparente morte por asfixia. Agora, ela foi estuprada. E quem diz isso é nada mais, nada menos do que o grande legista George Sanguinetti, o homem que descobriu a verdade sobre a morte de PC Farias. E que, por alguma força do destino, está contratado para fazer a defesa jurídica do casal. E sem perder tempo, já começou a sua busca pela verdade na morte da criança, ofendendo a moral e os bons costumes da perícia e do laudo já concluído.
Querendo ou não, a mídia até agradece esse conflito: alguém precisava colocar lenha na fogueira já quase em cinzas e brasa.
- Falando em fogo: acendam os seus (em todos os sentidos)! Cinco graus na região metropolitana não é pra qualquer um!
- Não é pra qualquer um também nove gols numa final de Gaúchão! É claro que essa notícia está velha e logo após o grande triunfo, a eliminação e derrota em outros campeonatos da vida é praticamente carma.
Mas eu estive fora, por isso, mantenho meus direitos!
- E o contexto político do meu país anda pra cima e pra baixo. A CPI do Detran encontra todo dia mais culpados, corruptos e motivos para não terminar cedo essa história quase épica. Na Câmara, o clima de votação vive árduo. Entra em votação uma emenda que estabeleceria uma nova contribuição destinada ao custeio da saúde pública, por meio das movimentações financeiras, criando então a CSS (Contribuição Social para a Saúde). Ela agiria simultaneamente às reformas tributárias. Essa emenda me lembra uma coisa muito parecida com a chamada CPMF, prorrogada trocentas vezes e, veja bem, extinta em última votação na Câmara, ano passado.
Penso em muitas coisas: ou a saúde pública está em um caos apocalíptico, o que eu não duvido muito, ou tem gente achando que somos um bando de mulas mancas, o que eu não duvido também. Ou inclusive os órgãos públicos resolveram se vingar da nação e de seus oponentes após a derrota ano passado criando uma contribuição maquiada, mas aí eu gostaria de acreditar que é um exagero.
Em compensação, e na minha singela opinião pessoal, a Câmara aprovou a decisão mais humanamente racional de todos os tempos modernos: a liberação e continuação sem restrições das pesquisas científicas com células embrionárias congeladas à favor da saúde. É quase religioso o direito à vida a uma célula embrionária, até porque antes de tudo, vida se estabelece no útero da mãe, seja ela mulher ou bicho. E se a problemática se concentrava no direito a ela, o que dizer das pessoas que vão se beneficiar com as curas, descobertas e tratamentos provenientes das pesquisas?
- Aviso aos navegantes: a Semana Acadêmica da Comunicação, em comemoração aos 35 anos da área na Unisinos, começa segunda-feira. Imprimam suas fichas, corram em busca de suas horas!
Esqueçam Rosane de Oliveira: a palestra do MST vai ultrapassar os limites do auditório com tantos alunos meio analfabetos! Zeca Camargo já era!
As notícias são muitas, as crônicas também, e o que falar das filosofias internas. Mas deixo para depois o que não dá tempo de fazer hoje. Final do semestre, contas pra pagar, crianças pra colocar na corda, encosto pra tratar – a vida pede tempo, amigo!
Volto em instantes!
nessa
10:57 PM
|
Segunda-feira, Abril 21, 2008;
Sobre o quase pós-assunto do momento e violência infantil
Eu me recuso a falar da Isabella.
Como de costume, eu não agüento mais as reportagens investigativas, as caras fantasmagóricas dos âncoras, o fanatismo da mídia, a alienação das pessoas.
Notícia morre cedo que é de dar dó.
E tem gente que tenta sobrevivê-la a todo custo.
A menina morreu e quer um mínimo de paz.
Se o pai e a madrasta são os culpados – como tanto anuncia(ra)m -, deveriam ficar enclausurados sem luz, nem água, nem telefone. Poderiam ser inclusive atirados do sexto andar do prédio, só pra ver como é divertido voar com um saco na cabeça.
E depois, toda a nação poderia se voltar para as 100 crianças que morrem por dia no Brasil, vítimas de maus tratos domésticos.
As que morrem caindo do sexto andar, as que morrem de diarréia, as que morrem asfixiadas, as que morrem com ossos quebrados de tanto apanhar, as que morrem por falta de infância.
Quem são os responsáveis por isso? Só os pais da Isabella?
Interesse público é uma coisa.
Festa no apê é outra.
Sobre o ato de sentar e levantar.
(esses títulos ainda pegam.)
Acordei em extrema inércia naquela manhã.
Esforço foi colocar o pé no chão – onde está o chão? Tudo doía: olhos, braços, pernas, coração. Não me olhei no espelho: bati o joelho na quina do roupeiro e continuei a caminhar sem prestar atenção nos resquícios de uma noite mal dormida jogados por todo o apartamento. Os cômodos estavam na repleta escuridão porque eu odeio aquela gritaria do quartel entrando pela janela. E mais tarde eu teria que abrir tudo do mesmo para que os marimbondos operários pudessem se aproveitar dos cantos das vidraças para construir seu vilarejo; então, nada melhor do que umas horinhas de paz no escuro - nem que de mau humor.
Fiz o café – novo, outro; mais um lote residencial para fungos no lixo – e resolvi encarar o espelho. É preciso: eu ainda me socializo. Eu prendo o cabelo, eu tento prender o cabelo, eu odeio prender o cabelo, eu tenho que prender o cabelo. Eu canso. Luto. Suspiro. E sento.
Uma vez me disseram que no momento em que levantamos, saberemos que não há mais o que temer, e que estamos prontos pra recomeçar (26/03). Bom, eu já tinha recomeçado tantas vezes e estava ali sentada com aquele cabelo preso e com um café na mão, cheia de dores – nos olhos, nos braços, pernas, no coração. Aí, naquela hora, eu me pergunto quantas vezes eu vou precisar me levantar pra não temer mais nada, pra não temer o passado, pra encarar o futuro, e todos os medos e imprevisões que ele ostenta? Quantas vezes eu vou recuar, insegura, presa a lembranças e traumas, perdida no caminho escuro em que eu me coloquei?
Cansei tanto ontem à noite. Por me sentir imóvel de novo. Acuada. Colocaram-me contra a parede, desafiando e questionando todos meus passos e decisões. E eu, que estava tão segura de mim; de pé, e caminhando, vi-me sentada e encolhida, medrosa, amedrontada; com medo de quem me interrogava, com medo de me interrogar. Sentei. Entre lágrimas de raiva e dores de uma derrota, sentei. Deitei. Acordei torta pra fazer um café. E sentei.
Que drama é esse? Eu reflito entre goles secos. Já não estou de pé há alguns meses? Não é à toa que eu prendo o cabelo. Vivo longe. Vivo de poesia. De amigos, de prédios e de trem. O que mais eu quereria? Ora essa. Realiza.
Cansei sim, ainda estou cansada. Mas eu não levantei há tanto tempo pra recuar agora.
Isso aí.
Abri todas as janelas do apartamento. Azar o dos marimbondos: proletariado não é comigo desde que assisti ao documentário das formigas comunistas da Costa Rica.
Não ignoro meus medos, só não posso parar de novo por causa deles porque seria covardia. Só não posso sentar de novo porque já estou de pé. Há muito tempo.
Peguei as chaves, tranquei a porta, desci pelo elevador de serviço. Estou caminhando, fora de qualquer estado inerte. De pé. Até torta. Mas caminhando. Insegura. Talvez. A little. Sempre. Mas sinto uma boa manhã desinchar o rosto de ontem.
“Meu conselho é de que levante logo do banco, porque a vida não espera por ninguém que feche a cara e esqueça das crianças na gangorra.”
No meu caso, eu não podia esquecer das crianças da Cruz Vermelha.
Rolling Stones - Wild Horses
nessa
1:33 AM
|
Sábado, Março 22, 2008;
Sobre a TV Pública...
"A TV Brasil, pertencente a EBC (Empresa Brasil de Comunicação),uma rede de televisão pública do governo federal brasileiro. O canal estreou sua programação no dia 2 de dezembro de 2007 ao meio-dia, na mesma data que se iniciaram as transmissões de sinal de TV Digital em território brasileiro. (...)"
"(...) Nos primeiros meses, TV Brasil vai transmitir quatro horas diárias de programação independente e regional e os programas atualmente veiculados pelas TVs públicas já existentes. A programação da TV Brasil será dividida em faixas temáticas, como infantil, animação, audiovisual, cidadania e esportes. Filmes nacionais também fazem parte da grade de programação inicial.
O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) disse que a formatação da TV pública ainda está em fase de elaboração. Mas espera que até março de 2008 a TV Brasil esteja pronta e possa ser constituída, com 40% dos programas sejam independentes e 40% regionais. Martins quer ainda que haja consultas populares, em que os brasileiros opinem sobre o que gostaria de assistir."
wikipedia.org
Até que ponto isso é uma utopia em busca da democracia, ninguém sabe; tão menos pode prever. Mas a TV Brasil é um direito do cidadão desde que se entende mídia eletrônica por mídia de massa.
Certo, Zeca?
Sobre a filosofia confusa e doente...
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
http://www.valentinestea.blogspot.com/
eu precisava postar...
nessa
4:57 AM
|
Domingo, Março 09, 2008;
O Dia da Mulher
Dona Florinda, Minnie, minha mãe, minha vó. Genoveva, Madonna, Monroe, Britney Spears. Toda mulher é referência pra mulher. Acho, inclusive, que toda mulher é meio orgulhosa por seu dia: exibe vaidosa, estampada na cara a homenagem singela que lhe conferiram. E até reclamam por achar que mereciam mais. Eu reclamo. Minha gata reclama.
E eu não posso reclamar quando as denúncias de violência à mulher são as que mais aumentam no país? Quando minha mãe é chamada em pleno domingo para tirar de casa um pai que estuprou a filha? Quando eu preciso presenciar cenas de assédio escroto e obscenidades em plena luz do dia?????
Aí eu até canso de reclamar e vou questionar o ser humano ligando a televisão para assistir a mais um capítulo de vida-animal, vulgo BBB, e sou surpreendida por mulheres arregaçadas no chão, em um grande cúmulo de vulgaridade: perco todas minhas justificativas.
Mulher era símbolo de fecundidade explícita e direta em tempos primórdios. Precisou lutar para ter chegado ao que é hoje. Sofre com o preconceito ainda, com a humilhação e desrespeito, porque homem primata é que nem barata – não se extingue. Mas isso é uma situação de dois pesos: não entendo tamanha exposição de bem material feminino quando a mulher passa um século tentando (de)mo(n)strar que isso é relevante.
Falta de amor(?), quem sabe. De segurança, de proteção. Seja combustível pra vida toda, seja a ausência dele, a mulher no seu mais profundo inconsciente sabe que necessita ser amada. Bukowski já dizia.
Mas isso é filosofia para outra ocasião. Mulheres: sensualidade é uma coisa, vulgaridade é outra. Homens: covardes e bichos todos aqueles que humilham o sexo feminino.
Feliz Dia das Mulheres atrasado, porque passei o dia com falta de vocabulário, semântica, sintaxe, gramática, inspiração e com sobra de confusões pessoalmente passionais.
O texto ficou confuso e terrível, mas meu dia não acontece todo ano.
nessa
12:52 AM
|
Domingo, Fevereiro 24, 2008;
Ando lendo fontes diversas e me inspirando com elas.
Dessa vez, precisei retirar - sem autorização prévia - o trecho do blog da verdade questionável, respondendo a certas questões que às vezes levanto para mim mesma.
Que levanto também para quem lê e quer entender.
Quer saber, quer sentir.
A ficção baseada na realidade (ou realidade na ficção?) transborda intensidade.
É cru, é sincero, é singelo.
Por horas claro.
Por horas reflexivo.
O melhor? Eu não sei.
Mas faz bem.
Sobre escritores confessionais e seus escritos confessados
"O problema não é ser romântico: o problema é o que se fazer com o romantismo.
Alguns escritores, por exemplo, fazem de suas paixões seus mais belos textos, porém são impulsivos e pouco inteligentes e acabam por arremessá-los ao lixo.
Já os escritores inteligentes, se aproveitam das paixões impossíveis, dos amores inconcretizáveis, das lembranças que marcam e que ferem para construir textos, e inclusive têm uma pré-disposição à tragédia pessoal em prol do amor à obra, o único amor possível para um romântico confessional."
Los Hermanos - A Outra
nessa
12:42 AM
|
Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008;
O Boletim do primeiro dia
Aproximadamente seis horas da manhã.
Lá estava eu, acordada (porque supostamente eu viria pra Unisinos hoje ajudar um amigo a arranjar a sua sala.), na janela do meu quarto.
Assistindo à situação mais cinematográfica que eu poderia ter desejado em um primeiro dia de aula.
Fumaça, céu nublado e fumaça. Parecia um sinal de Deus - início do ano letivo: todo mundo chama o Senhor.
Mas de Deus com certeza não era no momento em que o Scola anunciou incêndio na Unisinos.
Cheguei bem contente aqui na exímia Instituição, distingüindo de cara os calouros - fachada clean, olhos esbugalhados, passo rápido, caderno na mão, coração pra fora - achando o máximo ter passado por isso, blabla.
De repente, quando volto a ter noção da vida, não vejo mais DCE.
Só polícia, bombeiros, TV Unisinos, Gaúcha. E destroços daquilo que por tanto tempo foi uma referência para os estudantes.
Eu não sabia se ria por começar o ano bem, assim, mostrando para os calouros as maravilhas da Unisinos - bem-vindos a Unisinos, todo o ano tocamos fogo em um prédio da Universidade para que vocês possam desfrutar do nosso melhor atendimento.- ou se chorava pelo mesmo motivo.
É explicitamente comovente passar pelo DCE.Parece que estamos em guerra.
nessa
9:39 AM
|
Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008;
O texto a seguir foi retirado do blog do Cirilo Moraes.
Editado e remasterizado digitalmente por mim.(dãrd).
Obrigada por me passar o texto, amiga, enquanto tu não arranjar um blog novo, posto esse texto por nós.
Mulheres.
E também pra aproveitar a onda Valentine's Day da América do Norte.
Esse ano as coisas serão diferentes.
Sabe como é.
O Homem Apaixonado
"Se você conheceu um homem apaixonado, verdadeiramente apaixonado, você conheceu o que há de melhor nesse mundo.
É fácil e comum, nos dias de hoje, encontrar uma mulher apaixonada. As mulheres parecem ter sido feitas para a paixão (ao menos é o que nos dizem desde que nascemos). Mas homens, esses foram feitos para as batalhas sangrentas do dia-a-dia, para as dificuldades financeiras, para a luta pela sobrevivência, para o silêncio de sentimentos (assim pensa a nossa sociedade).Os homens foram tão massacrados de responsabilidades e estigmas de carregar o mundo nas costas, que nem se deram conta de sua própria necessidade de amor e paixão. Fingem tão bem não ligar, reduzem o amor a conquistas, a disputas, a objetivos práticos a serem alcançados que, assim que atingem tal objetivo, o objeto passa a não exercer o mesmo fascínio.
Tudo bem, é por aí. Mas e quando Cupido decide flechar de verdade o coração masculino? Como reage esse coração, tão pouco acostumado a sofrer por amor, a manter alguém 24 horas por dia em seu pensamento?
Gente, é lindo! É tão lindo quanto ver uma criança dando seus primeiros passos, ou vendo um passarinho dar seu primeiro vôo, ou como namorados dando seu primeiro beijo.
Ele (o homem) é pego de surpresa e reage de forma surpreendente. Torna-se vulnerável, emotivo, passa a prestar atenção em letras de músicas, em flores, em poemas, em vitrines, em praças, em crianças. Ele passa subitamente a gostar de lojas, de receitas, de moda e perfumaria. Fica entendido em cremes e cheiros, em livros, em drinks. Passa a ser expert em assuntos exóticos. Acorda e dorme cantarolando. Isso tudo porque a amada tem seu mundo e é seu mundo.
O espelho passa a exercer atração. Geralmente muda o corte do cabelo, a barba e o bigode (tira, se tem, deixa crescer, se não tem). Fica vaidoso, sensível e bobinho. Adorável bobinho. Mas… esconde!
Ah, parece ser pecado se apaixonar!
Deve ser uma terrível gafe demonstrar sentimentos.
Aparentemente é condenável ser simplesmente humano.
Sabe aquela coisa do “lado feminino”? Balela. Não existe essa dicotomia. Todos temos de tudo dentro de nós. O poder, a beleza, o bem, o mal, o masculino e o feminino, o yin e o yang.
Mas esse homem apaixonado passa a ser exigente, a ter carências e vicissitudes. E se você souber manter essa chama acesa, souber lidar com esse homem enfeitiçado, será uma mulher abençoada, porque ele é capaz de tudo para ver você feliz.
Ah, esse homem não medirá esforços. Não haverá obstáculos capazes de detê-lo na empreitada da sua felicidade. Ele acordará com a força de um Hércules, a disposição de um atleta, a perseverança de um monge, e a fragilidade de uma criança.
Acolha-o. Sinta-o. Mime-o. Ame-o.
Deixe-o sentir seu amor fluir.
Alimente-o de afagos, de agrados, de elogios.
Mostre a ele a correspondência de sentimentos, mas não o prenda.
Deixe-o livre para escolher você, escolher estar com você, preferir você a qualquer coisa. Mas por vontade dele.Creio que o erro de muitas mulheres é querer prender seu homem, controlar seus passos, cercá-lo não de afeto, mas de desconfiança.
O homem apaixonado é seu. Está apaixonado, encantado, tem um mundo novo e muitas das vezes não sabe lidar com ele.
Também fica inseguro, ciumento, quer agradar, quer inundá-la de carinhos, mas quer manter sua habitual liberdade.
E em nome desse novo amor, desse sentimento que o fragiliza tanto, talvez sufoque essa liberdade que sempre teve e que sempre foi-lhe ensinado assim. Mas isso, com o tempo, certamente o deixará limitado e cansado, levando a um desgaste no relacionamento.
Então, o que fazer?
Não há fórmulas. Não há receitas de bolo.
Há sim uma necessidade de entendimento, de espaço, de respeito mútuo.
Há que se lidar com a liberdade assim como se lida com a delicadeza da paixão.
Há que se estabelecer limites. O outro é o outro, você é você.
Não se pode amar ao outro se não se ama a si próprio.
O outro não é seu espelho e nem seu ideal e objetivo.
Nada de se anular em função do amor.
Essa é a diferença entre a mulher apaixonada e o homem apaixonado.
Ele não ama menos, não sente menos, não sofre menos por amor.
Apenas ele sempre teve sua individualidade. A sociedade o permitiu desde o início dos tempos, enquanto nós, mulheres, aos poucos vamos ganhando terreno na igualdade de direitos, inclusive o direito de se amar, o direito a seu espaço individual na relação a dois.
Sendo assim, ao dar de cara com um homem apaixonado, ao se apaixonar por ele, não abra mão de seu espaço, de sua individualidade, porque só assim poderá entender a postura dele e aproveitarão tudo o que a paixão e o amor correspondidos podem fornecer de forma sadia a ambos.
Curta seu homem, estrague-o de tanto amá-lo, e seja feliz!…"
nessa
9:37 PM
|
Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008;
A Volta
Não vou dizer que foram férias perfeitas porque muito atendi ao telefone, muito chorei no chuveiro, muito criei rugas e úlceras. Mas foram válidas para concretizar certos planos pendentes que, graças aos deuses, deram certo. Incrivelmente, fiz mais coisas do que em qualquer mês de janeiro e fevereiro de anos passados. Busy foi uma expressão que com certeza, você encontrou na minha agenda.
Todo início de ano é turbulento. Não sei se são as energias se estabilizando, se é o inferno astral, Deus na ressaca pós-final de ano; só sei que deveria ser um costume, principalmente para aqueles, como eu, que mandam rezar uma missa clamando por um ano melhor – e erram na data.
Estou ainda para descobrir em que mês tudo se estabelece e Deus retoma seu cargo. Por enquanto, retorno para meu ano acadêmico-profissional-pessoal com algumas angústias que queria fervorosamente ter exterminado nas férias, mas por algum motivo indecifrável, gostaram da minha pessoa e não largam do meu pé tamanho 33/34. Mas nem tudo na vida são flores, e o Marcelo continua no BBB, então, chega de papo furado!
Time to work!
O futuro utópico do Lula
Por algum motivo, a cana-de-açúcar perdeu seu alto valor e o preço do etanol diminuiu drasticamente. Não por menos, todo e qualquer carro flex poderia abastecer sem grandes preocupações, já que o posto tem oferecido álcool a ninharia de R$0,99 nas regiões mais privilegiadas. Ficar horas pela manhã aquecendo o motor é uma história que as pessoas deveriam recordar da época da crise do petróleo. As coisas mudaram, e de repente o etanol tão “manchetado” pelo presidente deveria ser levado mais a sério. Principalmente quando ele só tem trazido até então, mais prós do que contras.
Não sou Deus, tão menos uma revolucionária/comunista/ecologista endoidecida, mas continua me admirando o fato das pessoas usufruírem combustíveis fósseis sabendo que existem outras alternativas que vêm tentando se adaptar para o melhor de nossa modernidade – mesmo que essa adaptação já tenha sido iniciada em meados da década de 70. Há quem diga, como meu pai, que seja o costume sustentado por tantos anos que leva a maioria a usar gasolina no tanque. O que eu não execro, fez parte da educação de cada um. Acontece que, enquanto não revermos nossa educação diante do planeta, continuaremos tostando no sol de Santa Maria, ou nos afogando nas águas que deveriam ser de Março, mas já estão tão mal distribuídas pelo ano inteiro que Elis e Tom devem estar se revirando no túmulo.
Não é fácil aderir ao etanol de uma hora pra outra. Até porque o petróleo ainda está em alta, e enquanto estiverem rolando capitais gordas por esse combustível fóssil, muitas coisas irão acontecer. É uma substituição que tem que ser processada de forma ordenada, pois vai requerer uma quantidade vultosa de fundos para investimentos. E muita burocracia.
Pelo menos a sorte está lançada – e os carros flex também - , e pouco a pouco (a pouco a pouco e a pouco), os países vão movimentando paulatiname(eeeeeeeeeee)nte seus pauzinhos pra fazerem algo pela casa onde vivem. A questão mesmo é a reeducação do indivíduo: pelo planeta e por cada um de nós também.
Mas o Lula não me emociona com essa cana, essa soja e esse milho todo não!! (continua...)
O merchandising pessoal
Tenho feito bicos em outros blogs também!
Seria interessante observar o trabalho de certos gênios que há muito tempo o CEAT não tinha.
Meu irmão e seu fiel escudeiro têm um futuro que deixaria qualquer irmã orgulhosa.
Eu estou lá só pra evitar que esses seres que sobrevivem do orgulho alheio não fiquem publicando artigos em jornais da região.
Tudo tem limites - e eu faço jornalismo.
Obs: o blogspot mexeu comigo. penso em mudanças.
Valentine's Tea
Valentine's Tea
Valentine's Tea
The Magic Numbers - Most Of The Time